A halitose, que também pode ser chamada de mau hálito, não é uma doença, mas sim um sinal de que há algo errado com a saúde. Desse modo, o problema deve ser identificado para que haja tratamento correto. No Brasil, 3 a cada 10 pessoas sofrem com o problema, totalizando um número de cerca de 50 milhões de pessoas.

Pessoas que sofrem de halitose costumam não percebê-la, porque acabam se acostumando com a mesma, fazendo com que apenas as pessoas em volta consigam sentir o mau odor. Problemas de autoestima e de socialização por conta do afastamento das pessoas pelo mau odor podem surgir.

Há um mito muito difundido de que o mau hálito vem do estômago, mas na maioria dos casos isso não é verdade, e acontece apenas em raros casos de diverticulose esofágica, uma doença que pode deixar o hálito do paciente com um odor caracteristicamente ácido, mas de forma passageira.

Causas

As causas mais comuns do mau hálito são as de origem bucal (90 a 95% dos casos). Dentre elas, podemos citar a língua saburrosa e as doenças da gengiva quando não tratadas.

A saburra lingual é uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada localizada no dorso posterior (fundo) da língua, que se forma basicamente quando estamos frente a uma diminuição da produção de saliva.

As doenças da gengiva, bem como várias outras causas de alteração do hálito podem incluir:

  • Dentes semiinclusos
  • Excessos de tecido gengival
  • Feridas cirúrgicas
  • Cárie aberta e extensa
  • Próteses mal adaptadas
  • Abscessos
  • Estomatites
  • Miíase
  • Cistos dentígeros
  • Câncer de boca

Todos os casos podem ser facilmente identificados e tratados (ou encaminhadas para tratamento) por um cirurgião dentista experiente.

As causas menos comuns do mau hálito são as de origem extra-bucal (5 a 10% dos casos), as quais incluem, quando por vias aéreas superiores, os cáseos amigdalianos. Quando de origem sistêmica ou metabólica, pode ocorrer em decorrência de outras condições, como:

  • Jejum prolongado
  • Ingestão de alimentos odoríferos (capazes de alterar o hálito)
  • Quadro de diabetes não compensado
  • Hipoglicemia
  • Alterações hepáticas, renais e intestinais.

Fatores de risco

Determinados fatores favorecem o aparecimento do mau hálito, tais como:

  • Respiração pela boca
  • Doenças em gengiva
  • Cáries extensas e profundas
  • Diminuição do fluxo salivar
  • Infecções de garganta
  • Quadros de diabetes descompensado
  • Doença dos rins
  • Doenças no fígado
  • Constipação intestinal
  • Dieta severa
  • Depressão
  • Alimentos odoríferos
  • Tabagismo
  • Ingestão de álcool.

Diagnóstico de Mau hálito

O especialista mais indicado para dar o diagnóstico da halitose é o dentista, mas como há diversas causas, outros profissionais também podem reconhecer o problema.

Ir frequentemente ao consultório odontológico pode fazer com que o problema surja com menos intensidade.

O diagnóstico é obtido por meio de criteriosa anamnese e exame clínico, os quais devem incluir a análise de doenças em cavidade oral e análise objetiva do fluxo salivar, onde os possíveis fatores envolvidos na origem do mau hálito são avaliados.

Os exames para diagnóstico incluem exame físico do paciente, análise do fluxo salivar, questionários específicos e, em casos mais raros, exames de sangue e endoscopia.

# PREVENÇÃO:

Para prevenir a halitose é indicado manter a escovação em dia (3 vezes ao dia), passar fio dental e usar enxaguante bucal. Mas é preciso alertar que, às vezes, mesmo com todos esses cuidados, o problema pode surgir por outras causas já citadas.

Existem algumas dicas que podem prevenir o problema, elas são conhecidas como:

  • Evitar o álcool e o fumo em excesso;
  • Visitar o dentista, no mínimo, semestralmente;
  • Realizar pequenas refeições a cada 3 horas, porque o jejum pode comprometer o hálito;
  • Evitar o consumo excessivo de alimentos que contenham cheiro forte;
  • Ingerir bastante líquido, de preferência água (2L por dia);
  • Reduzir o estresse;
  • Praticar atividades físicas.

Por mais que os sintomas indiquem uma possível causa, é fundamental se consultar com um dentista,  pois assim ele poderá ajustar um tratamento específico para você. Não se automedicar é importante para que o resultado esperado venha em um curto espaço de tempo.

         

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